4/27/2025

🌻🙏🏻❤️‍🔥 Uma carta para quem chega aqui...🧩

domingo, abril 27, 2025 0 Comentários

Oiê, tudo bem?

Se você já me acompanha, talvez tenha notado que o blog tá ganhando uma nova carinha.

E se você acabou de chegar... seja muito bem-vindo(a)!

Vem comigo? 


>>> Eu sou a Dea. 👋🏻🧓🏻

Neurodivergente, apaixonada pela vida, cheia de cores por dentro e por fora, e alguém que carrega a fé como parte do meu ser.

Foi um caminho longo até entender quem eu sou — e foi só depois dos 50 anos que, através do autoconhecimento, encontrei respostas que mudaram tudo.


  • A partir de agora, este espaço vai ser ainda mais pessoal:

- Vou dividir com você meus sentimentos, minhas descobertas, meus dias bons e nem tão bons assim.

- Sempre com um toque de informação, porque acredito que conhecer é libertador.

- Sempre com sinceridade, porque sei que sentir é necessário.


  • E pra marcar essa nova fase, nasceu a minha versão em 3D!

Essa personagem que você vai ver por aqui sou eu — com meus acessórios que acolhem minha neurodivergência, com minha fé viva, com meu jeitinho meio estabanado, meio sonhador... totalmente verdadeiro. MINHA GPTuda criou para mim. Eu amei! Espero que você também gostei. Ela é tuda, por que no que se refere a este mundinho virtual, ela me ajuda em simplesmente TUDO.

Quero que este blog seja como uma sala confortável, onde a gente se senta, conversa, aprende junto, e se fortalece.


Então fica aqui o convite:

Vem fazer parte dessa caminhada comigo.

De coração pra coração.


Com carinho,

> ✨ Dea | Entre o Silêncio e a Cor — Resignificando TUDO após os 50

🧩🌻🧩

4/23/2025

🌻 Mudanças, Dor e Estilo: Quando o Corpo Também É Neurodivergente 🎨🖌️

quarta-feira, abril 23, 2025 0 Comentários

Mudanças fazem parte da vida, mas para quem é neurodivergente, elas vêm com camadas extras. E às vezes, essas camadas são coloridas, tatuadas e cheias de significado. 

Desde criança, ouvi que precisava me encaixar. Em grupos, em regras, em padrões. Tentava seguir o que os outros faziam — até mesmo no visual. Mas sempre parecia que eu vestia um personagem.


Foi só quando comecei a me entender como neurodivergente que entendi: talvez o problema nunca tenha sido meu jeito de vestir, mas o mundo tentando me despir da minha identidade.

As mudanças que a gente não escolhe — e as que escolhe com gosto

Lidar com mudanças repentinas — de casa, de rotina, de ambiente — pode ser um gatilho para pessoas autistas. A sensação de instabilidade mexe com tudo: sono, humor, foco, e até o corpo.

Mas tem mudanças que, quando vêm da gente, trazem poder. E foi assim comigo. Quando comecei a transformar o que via no espelho, era como se eu dissesse ao mundo: “Agora, sou eu quem escolho.”

A relação com a dor: tatuagens e sensibilidade

Muita gente me pergunta: “Como você aguenta ficar horas fazendo tatuagem?”
A verdade é que, pra muitos neurodivergentes, a dor física é sentida diferente. Tem quem quase não sinta. Outros sentem demais. Mas o que nos une é que a tatuagem deixa de ser só estética e vira expressão. Uma marca emocional, um símbolo, um controle sobre o próprio corpo.

E no meu caso, o colorido na pele foi a primeira vez que me senti inteira — mesmo cheia de pedaços.

Visual fora do padrão: uma bandeira não dita

Quando você não se encaixa, você cria.
É por isso que tantos neurodivergentes adotam visuais alternativos: porque cansaram de tentar pertencer a um padrão que nunca os acolheu.

Cabelos coloridos, acessórios exagerados, roupas que conversam com quem somos por dentro. Não é rebeldia: É LIBERDADE.

Você já percebeu como muitos neurodivergentes têm um visual diferente, alternativo ou marcante? Isso não é coincidência! Veja por quê:
  • 1. Sensibilidade à dor: Muitos autistas e pessoas com TDAH têm o processamento sensorial diferente. Alguns sentem menos dor e aguentam sessões longas de tatuagem com mais tranquilidade.
  • 2. Aparência como expressão de identidade: Quem não se sente parte dos padrões sociais costuma explorar a estética com mais autenticidade. Tatuagens e visuais alternativos contam histórias e marcam fases importantes da vida.
  • 3. Rejeição às normas sociais: Neurodivergentes costumam questionar regras sociais — inclusive as de aparência. Por isso, criar um estilo próprio é quase natural.
  • 4. Pertencimento em tribos alternativas: Estéticas como punk, gótica, Harajuku ou colorida ajudam a expressar quem somos e encontrar nossa “tribo”.
Hoje, minhas cores na pele contam mais sobre mim do que muitas palavras. E não é coincidência que muita gente como eu também use o corpo como tela.

Mas isso é só o começo. No próximo post, vou abrir o coração e contar como cada fase da minha vida foi deixando uma marca — literalmente.

Porque meu corpo fala. Mesmo quando eu não consigo.

E você, já mudou algo no seu visual que fez você se sentir mais você? Me conta nos comentários ou segue no Insta (@deiap.fonseca). Vamos trocar essas histórias com cor!


4/22/2025

🌻 Mudanças Repentinas e Autismo:

terça-feira, abril 22, 2025 0 Comentários

Quando a Vida Não Espera

A vida é cheia de mudanças, e para algumas pessoas, essas mudanças podem ser especialmente desafiadoras. Para aqueles que vivem com autismo, as mudanças repentinas podem ser particularmente difíceis de lidar. 

Desafios da Adaptação 

As pessoas autistas frequentemente têm rotinas e estruturas que as ajudam a se sentir seguras e confortáveis. Quando essas rotinas são interrompidas por mudanças repentinas, pode ser difícil se adaptar. Isso pode levar a sentimentos de ansiedade, estresse e desconforto.


Comunicação e Apoio

Em situações de mudança, a comunicação clara e apoio emocional são fundamentais. É importante que as pessoas autistas sejam ouvidas e respeitadas em suas necessidades e desejos. Isso pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade associados às mudanças.


Autonomia e Decisão

As pessoas autistas têm o direito de tomar decisões sobre suas próprias vidas. No entanto, em situações de vulnerabilidade, como gravidez inesperada ou casamento precoce, pode ser difícil exercer essa autonomia. É importante que as pessoas autistas sejam apoiadas e respeitadas em suas decisões.


Minha Experiência:

Eu mesma passei por uma situação de mudança repentina quando engravidei e casei aos 19 anos. Como autista, eu não estava preparada para lidar com as mudanças que vinham com a gravidez e o casamento. Eu me senti perdida e sem controle sobre minha própria vida. No entanto, com o apoio da minha família e amigos, consegui encontrar uma maneira de lidar com as mudanças e construir uma nova vida.


Conclusão

As mudanças repentinas podem ser desafiadoras para qualquer pessoa, mas para as pessoas autistas, podem ser especialmente difíceis. É importante que as pessoas autistas sejam ouvidas e respeitadas em suas necessidades e desejos, e que recebam o apoio emocional e a comunicação clara que precisam para lidar com as mudanças.


4/19/2025

🌻 Transição para a Vida Adulta III 🤔🔁🥴🔃😫

sábado, abril 19, 2025 0 Comentários

A Vida Adulta Chegou...  E agora?

Como Lidar com um Mundo Não Preparado para a Neurodivergência

A vida adulta exige muito: decisões rápidas, independência, saber o que se quer da vida… Mas ninguém ensina como fazer isso sendo neurodivergente. 

É como entrar num jogo com regras invisíveis — ou pior, regras que mudam o tempo todo. E a gente, muitas vezes, joga sozinho, sem manual e sem suporte.
E q vida adulta não manda convite. Ela simplesmente chega — às vezes de forma brusca — e espera que a gente esteja pronta. No meu caso, a cobrança veio antes mesmo de eu entender o que acontecia comigo. As responsabilidades vieram, uma atrás da outra, como peças de dominó: casa, filhos, trabalho, decisões sérias... e nenhuma pausa pra respirar ou entender como eu me sentia em meio a tudo isso.

Muitas vezes me vi perdida, tentando entender por que as coisas pareciam mais difíceis pra mim do que pros outros. Não era preguiça, nem desorganização. Era meu jeito de funcionar. Mas quem ao meu redor entendia isso? Quase ninguém.


Desafios que me acompanharam (e talvez acompanhem você também):

Falta de rede de apoio: Nem todo mundo está preparado pra acolher, escutar ou ajudar. E isso pesa. Amigos que se afastam, família que julga, profissionais que não entendem.

Cobrança por independência total: A sociedade espera que, ao atingir certa idade, você "dê conta de tudo". Mas e quem precisa de apoio contínuo? Isso não é fraqueza, é realidade. Hoje eu sei porque, mas eu preciso de suporte para quase tudo.

Crises sensoriais ignoradas: Luz forte, barulho, confusão... Às vezes, tudo que eu precisava era de silêncio e tempo. Mas o mundo nem sempre permite. E ainda se reclamar, vira a tal "mimizento", fresca, chata...

Dificuldade em expressar: Quando não conseguia explicar o que sentia ou precisava, as pessoas achavam que eu não me importava. Mas por dentro, era o caos. Sempre amei demais, gostei demais, me importei demais, fazia de tudo para todos; e isso sempre foi minha forma de dizer que gosto, servindo!

Sentimento de inadequação: Ver os outros "seguindo em frente" me fazia pensar que havia algo errado comigo. Hoje sei que não havia. Eu só precisava de outro ritmo, outro caminho. Um auxílio específico para aprender lidar comigo mesma e todas os s compromissos que surgem durante a vida.


Coisas que fizeram diferença no meu processo (e podem fazer no seu também):

Redes de apoio reais e virtuais: Encontrar outras pessoas neurodivergentes me fez sentir menos sozinha. A internet foi um respiro. Ainda mais que a comunicação escrita é mais fácil para mim.

Ambientes acolhedores: Quando estou em lugares que respeitam meu tempo e meu jeito, tudo flui melhor. Seja um trabalho, uma igreja, uma roda de conversa.

Plano de autorregulação: Entender o que me acalma, o que me sobrecarrega, quando preciso pausar — isso mudou tudo.

Comunicação com apoio: Com ajuda terapêutica, aprendi a falar sobre mim de forma mais clara. Ainda tropeço, mas hoje sou mais ouvida.

Autoaceitação: Parei de me forçar a caber em moldes que não foram feitos pra mim. Me respeitar foi (e é) um ato de liberdade, amor e coragem. 


Pra concluir…

Ser adulto já não é fácil. Ser um adulto autista em um mundo que não te entende, menos ainda. Mas você não precisa fazer esse caminho sozinho. Cada passo que você dá com consciência e cuidado já é um avanço gigante. Sua vida não precisa seguir o script de ninguém. E você não precisa se encaixar, quando pode construir um espaço onde pertença. Não existe um único jeito de ser adulto. Existe o seu jeito. E ele merece ser respeitado.

Se você sente que está cansado demais pra continuar tentando se encaixar… talvez seja hora de parar de tentar caber e começar a construir seus próprios espaços.

Você não está sozinho. E não está errado.

😘😘😘

4/14/2025

🌻 Transição para a Vida Adulta II 😪💢🙇🏻‍♀️

segunda-feira, abril 14, 2025 0 Comentários

Trabalhar ou Estudar? Ou os Dois? Dilemas Reais para Jovens Autistas

A decisão entre estudar, trabalhar ou fazer os dois ao mesmo tempo parece simples pra muita gente. Mas pra quem é autista, isso ganha camadas invisíveis — que pesam no corpo, na mente e nas emoções. Eu sei bem como é. Eu senti na pele. 

Em alguns momentos da minha vida, tentei dar conta de tudo: escola, curso, trabalho... Ainda me casei cedo, grávida, sem ter terminado os estudos, e desempregada. Casei com quatro meses de gestação, no segundo ano do ensino médio. Parei de estudar e me dediquei à casa, ao marido, à gestação… e eu? Fui ficando de lado.

Depois que meu filho nasceu, fiquei um ano cuidando da casa e da família. Voltei a trabalhar, mas era muito sacrificante. Minha mãe e meu marido ajudavam, mas logo engravidei novamente — e precisei parar de trabalhar de novo. Parecia que eu vivia um jogo com fases imprevisíveis, mas sem saber quais botões apertar.

E olha… não era só cansaço. Era confusão mental, exaustão sensorial, crises silenciosas e um sentimento constante de que eu tava sempre devendo algo pra todo mundo — menos pra mim.


- Desafios que enfrentei (e que sei que muita gente enfrenta também):

1. Excesso de demandas

Estudar e trabalhar parece algo “normal”, mas pra quem já gasta energia só pra processar o básico do dia, isso pode ser um colapso anunciado.

2. Rotinas imprevisíveis

Troca de turno, professor substituto, chefe que muda a escala em cima da hora... Tudo isso desestabilizava o meu mundo.

3. Falta de compreensão

Nem todo professor ou chefe entende quando a gente precisa de um tempo a mais, de um ambiente silencioso, ou de uma explicação mais clara.

4. Preconceito e subestimação

Já ouvi que eu era “lerda”, que precisava “acordar pra vida”. Mas ninguém via o esforço diário que eu fazia pra simplesmente existir em meio ao caos.

5. Desorganização e cansaço extremo

Quando a mente tá sobrecarregada, até montar uma agenda vira um desafio. O cansaço não vinha só do que eu fazia — mas de tudo o que eu tentava suportar.


- Algumas coisas que me ajudaram (e que talvez ajudem você também):

Conhecer meus limites

Não sou fraca por precisar de pausas. Sou forte por reconhecer isso e me respeitar.

Buscar flexibilidade

Cursos EAD, trabalhos com horários mais leves ou que respeitam minhas pausas fizeram toda a diferença.

Dividir o peso

Meio período, alternar dias, focar em uma coisa de cada vez. Às vezes, menos é mais — e mais sustentável também.

Ter apoio

Contar com um terapeuta, um familiar, alguém que me ajudasse a montar e manter uma rotina me deu mais chão pra caminhar.

Usar ferramentas visuais

Agenda física, Google Agenda, alarme no celular, quadro de tarefas… tudo que me ajuda a ver o tempo, me ajuda a viver melhor nele.

Concluindo…

Se você é neurodivergente e sente que viver “normalmente” é pesado, tá tudo bem. Você não está sozinho.

E não precisa seguir o mesmo caminho que os outros pra chegar onde você quer.

Cada passo no seu tempo. E com respeito ao seu jeito de ser.


4/08/2025

🌻Transição para a Vida Adulta I 😟

terça-feira, abril 08, 2025 0 Comentários


Quando o mundo espera que você decida tudo... e você mal sabe por onde começar... 

♾️

O peso das escolhas quando se é neurodivergente 

Quando a gente é adolescente, parece que todo mundo começa a perguntar: 

“E aí, já sabe o que vai ser quando crescer?” 

Essa pergunta, que soa tão inofensiva pra muitos, me atravessava como uma flecha.

Lembro da confusão que era dentro de mim. O mundo esperando que eu tomasse grandes decisões — carreira, faculdade, futuro — e eu mal conseguia entender o que eu realmente gostava ou dava conta de fazer. Me sentia perdida num mar de possibilidades, enquanto todo mundo ao meu redor parecia já ter escolhido um caminho.

E não era só isso. Ainda tinha a pressão sobre relacionamentos — namoros, ficantes, ou a sensação de que você deveria estar “vivendo intensamente”, indo pra baladas, ficando com alguém, se jogando na vida… Mesmo quando aquilo tudo nem fazia sentido pra mim.

Na época, eu ainda não sabia que era autista. Só sentia que havia algo “errado” comigo, que eu era “diferente”, talvez “menos capaz”. As pessoas diziam que era só insegurança ou drama, mas por dentro, era como se eu estivesse tentando montar um quebra-cabeça sem ter visto a imagem da caixa.

Hoje eu entendo: o que pra muitos já é uma fase difícil, pra nós, neurodivergentes, pode ser ainda mais confuso, solitário e angustiante.

As primeiras tentativas e as primeiras quedas

Quando chegou a hora do primeiro emprego, fui sem entender muito bem como funcionava aquele ambiente: soldar componentes eletrônicos aos 13 anos. Nunca tinha visto aquilo na vida. Ficávamos em umas 7 ou 8 pessoas, numa sala, cada um em seu ferro de solda. Eu pouco falava! A comunicação, as regras implícitas, os olhares, os julgamentos... Eu não sabia exatamente o que me deixava tão desconfortável, mas sabia que não queria estar ali. Cada dia parecia um esforço gigante pra "parecer normal", e mesmo assim, eu sempre achava que estava fazendo tudo errado. Todos almoçávamos na mesma hora, o que, com o tempo, facilitou a interação

As sobrecargas sensoriais, me lembro até hoje o cheiro da solda, os respingos que queimavam as mãos. A rádio era "travada"; não  dava para mudar de estação. Me lembro ainda que era 102 FM, o som baixo, tipo som ambiente, isso ajudava a me manter tranquila. As sobrecargas emocionais eram constantes, mas eu não sabia dar nome pra aquilo. Achava que era frescura, que eu precisava “amadurecer”. E quando pensava em estudar, então? Eu comecei estudando de manhã e trabalhando na parte da tarde. Depois, passei a trabalhar o dia todo e estudar a noite, mas para isso, precisei mudar da escola que eu estudava desde sempre. Frequentar uma sala cheia de gente nova, me adaptar a horários, correrias e provas... Tudo isso me causava ansiedade, mesmo sem eu entender o porquê. Eu simplesmente deixei de entrar na sala de aula e perdi um ano. No outro, conheci uma menina que passou pelo mesmo que eu, assim ficamos amigas. Uma motivava a outra a seguir em frente.

O que teria feito diferença?

Hoje, depois de tanto caminhar (e tropeçar), entendo algumas coisas que poderiam ter mudado minha história — e talvez possam ajudar outras pessoas que estejam nessa fase agora:


1. Se conhecer antes de decidir

Ter alguém que ajude a entender seus interesses, seus limites, seu jeito de ser. Não dá pra escolher uma profissão sem antes olhar pra dentro.


2. Buscar ambientes que respeitem o seu tempo

Faculdade tradicional não é a única porta. Existem cursos técnicos, online, práticas mais livres. Cada um tem seu ritmo.


3. Ter apoio emocional e prático

Um mentor, um psicólogo, um grupo com quem conversar sobre as dúvidas e os medos. Só de não se sentir sozinho, tudo já muda.


4. Validar seu tempo e seu caminho

Nem todo mundo segue a mesma linha do tempo. Você não está atrasado — só está vivendo do seu jeito, no seu ritmo.


Conclusão: você não precisa saber tudo agora.

Se eu pudesse voltar e falar com a Dea adolescente, diria: tá tudo bem não saber ainda. Vai com calma. Se escuta. Não tenta caber num molde que não foi feito pra você.

Esse é o primeiro post de uma série sobre a transição pra vida adulta sendo neurodivergente. No próximo, vou compartilhar como foi a fase de estudar e trabalhar ao mesmo tempo, e como isso afetou meu corpo, minha mente e minha autoestima.

Se você se identificou, comenta aqui ou compartilha com alguém que precisa ouvir isso. Estamos juntos nessa jornada — entre o silêncio e a cor.