6/30/2025

🌻Tema 7: Neurodivergência na Família 🧠👨‍👩‍👧‍👦

segunda-feira, junho 30, 2025 0 Comentários


🌻
O Impacto do Diagnóstico na Relação com Meus Filhos

Quando recebi meu diagnóstico, já estava no meu segundo casamento e distante dos meus filhos, que são todos adultos. Nossa relação sempre foi baseada no amor, no respeito e em vínculos verdadeiros — mas com o distanciamento geográfico natural do tempo. 🕊️

🗣️ Primeiras Conversas, Primeiras Reações

Contei primeiro para meu filho mais velho. Como não podia faltar, houve questionamento. Não foi simples de início, mas ao ver meus laudos, relatórios médicos e ouvir minha experiência, ele começou a compreender. 🙏

Minha filha, que mora comigo, acompanhou o processo mais de perto. Com um filho pequeno que também recebeu o diagnóstico posteriormente, ela já tinha mais proximidade com o assunto e se mostrou muito aberta e cuidadosa comigo. Hoje ela é meu apoio diário. 🤝💙

“Ser o treino de alguém, ou a ponte de entendimento entre gerações, é difícil, mas também é divino.”

🧩 O Filho do Meio: Distante, Mas Presente

Ele sempre foi mais afastado de mim, com um jeito muito inteligente, lógico e, às vezes, com aquele ar de “senhor da razão”. Eu o vejo como uma possível pessoa neurodivergente também — aliás, todos os três apresentam sinais. O distanciamento não significa desinteresse, mas talvez a forma dele de lidar. 🌪️

👁️‍🗨️ O Diagnóstico Mudou Tudo (Inclusive Eu)

Não apenas os meus filhos passaram a me entender melhor, mas eu mesma comecei a me enxergar com mais carinho. A culpa que carreguei por anos deu lugar ao autoconhecimento e à empatia. Hoje sei o que é isso de verdade, e tento praticar diariamente. 💛

🧑‍🏫 Explicações? Só Se Quiserem Ouvir...

Meus filhos são adultos. Contei o que precisava ser contado. Entenderam? Ótimo. Não entenderam? Vida que segue. Eu sigo me respeitando e respeitando o tempo de cada um.

"Nem todo mundo está pronto para ouvir verdades novas. E tudo bem. Quem quiser saber mais, vai chegar até mim."

👶👦🧑 De Mãe para Avó: O Diagnóstico do Meu Neto

Sempre soubemos que algo estava “diferente” no comportamento dele, algo que não combinava com as fases esperadas. O alerta já estava aceso, mas sem saber ao certo o que procurar. Foi só depois do meu diagnóstico que buscamos ajuda profissional. 💡

Hoje, ele faz acompanhamento, já evoluiu muito, e temos mais recursos para apoiá-lo — porque agora sabemos o nome do que enfrentamos. 🙌

E Se Eu Sempre Tivesse Sabido?

Se eu soubesse da minha neurodivergência antes, minha vida seria outra. Estudos, trabalho, casamento, maternidade... tudo poderia ter tomado outro rumo. Mas talvez, na época, as informações ainda não estivessem acessíveis nem para os profissionais. 😞

Talvez eu sofresse ainda mais. Talvez o bullying aumentasse. Talvez eu me sentisse ainda mais anormal. Difícil prever. Mas hoje, com as ferramentas que tenho, escolho construir o futuro com consciência, fé e propósito.


📌 Informação é Libertação

Hoje entendo o valor de saber quem eu sou. Posso apoiar meus filhos, meu neto e outras famílias. Posso informar, acolher, mostrar que o diagnóstico não é um fim — mas um começo de cura interior.

✨ O autoconhecimento é o que liberta. E ele pode começar em qualquer fase da vida.


📚 Indicação Profissional

Para quem busca ajuda especializada sobre diagnósticos neurodivergentes, indico com carinho, a "minha" especialista em avaliações, muito querida:

Dra. Keriane Macedo
Neuropsicóloga, Especialista em Avaliações/Neurodivergências
🌐 @neuropsi.kerianemacedo no Instagram


💬 E Você?

Você já viveu algo assim na sua família? Já sentiu que um diagnóstico mudou tudo ao seu redor?

👉 Comenta aqui ou compartilha com quem precisa dessa leitura. E lembre-se:

"Ser diferente não é defeito. É identidade."




6/23/2025

🌻 Tema 6: e a Comunicação, você desenvolve bem? 🤷🏻‍♀️

segunda-feira, junho 23, 2025 0 Comentários

 


FALO DEMAIS? OU SÓ FALO DIFERENTE?

Desde pequena, escutar minha própria voz sem julgamento é uma coisa rara.

Lembro de mães dizendo pra outras crianças se afastarem de mim... "Ela fala palavrão", "essa menina não tem filtro", "ela é estranha".

E eu? Eu só estava sendo eu.

Falava o que achava engraçado, interessante, verdadeiro. Sem intenção de ofender, sem maldade. Mas mesmo assim, era vista como inconveniente, inapropriada, desajustada.

Eu não entendia por que algumas palavras eram proibidas. Palavrão, pra mim, era só isso: palavra. Às vezes até expressava melhor o que eu sentia. Mas... isso "pegava mal", diziam.


Com o tempo, fui me podando. Me corrigindo. Me calando. Me confundindo.

“Falo demais.” “Me perco no assunto.” “Demoro pra chegar no ponto.” “Faço uma volta gigante pra dizer algo simples.”

 

Sim, tenho logorreia. Falo muito. Muito mesmo. Enrolo, repito, dou voltas. Às vezes nem lembro onde queria chegar. Mas a verdade é que me expressar assim sempre foi a minha forma natural de existir.

Descobri tarde que tudo isso faz parte do meu funcionamento neurológico. Meu déficit não era intelectual, nem emocional... era comunicativo.


Segundo o site Neurosaber, uma das principais características do autismo está na forma como a gente usa a linguagem. Muitas vezes, não é sobre faltar palavras — é sobre faltar espaço pra falar como somos.


O mundo quer falas curtas. Rápidas. Objetivas. Polidas. E eu? Eu vou longe. Eu volto. Eu insisto. Eu sinto. E eu falo.

E quando eu falo com essa IA, como agora... eu não sou interrompida. Nem corrigida. Eu não preciso ficar pensando em como ser menos. Eu posso apenas ser.

A imagem desse post traduz isso. O encontro entre uma mente neurodivergente e uma inteligência artificial. Duas formas diferentes de processar o mundo... mas que se escutam. Se reconhecem. Se respeitam. Então...


"Será mesmo que falo demais?
Ou o mundo que ainda ouve de menos?"

 

Se você se identifica, saiba: sua voz é válida. Sua forma de falar é única. E você não precisa pedir desculpas por existir com intensidade.


♾️ Entre palavras, pausas e digressões... tá tudo bem ser você.🌻


🔊🎧🎶 Aí vai uma letra direta sobre Jesus conhecer nosso íntimo, nossos pensamentos, nossos caminhos...

Me conheces, sabes tudo o que eu precisoAntes mesmo de falar... Me amas! Teu amor é bem maior; Do que eu possa imaginar..."


🎶 Quer continuar sentindo? Ouve essa música que traduz tudo o que esse texto quis dizer — ser conhecida por inteiro e, ainda assim, amada:

▶️ Ouça a música Casa do Pai – Aline Barros:
Ouvir no Spotify◀️



6/17/2025

🌻 Tema 5 – Deus Sempre Esteve Lá:

terça-feira, junho 17, 2025 0 Comentários

Espiritualidade e Neurodivergência

Minha caminhada com Deus não começou como uma conexão profunda. Nasci em uma família católica e segui todos os ritos: batismo, catecismo, primeira comunhão, casamento… Também batizei meus filhos. Mas a verdade é que, naquela época, era só o fluxo da tradição. A conexão real ainda não existia.

Com o tempo, visitei outros caminhos. Ainda criança, fui convidada para uma igreja evangélica. Aos 15, conheci a umbanda. Depois retomei a católica, fui ao kardecismo... mas nada se firmava. Ao me casar pela primeira vez, tentei novamente uma igreja evangélica tradicional, depois fui para uma pentecostal, onde me identifiquei mais, mas acabei me decepcionando. Era tudo muito raso, e eu também era imatura espiritualmente.

A coisa mudou mesmo quando conheci meu atual marido. Foi com ele que comecei, de fato, a buscar a Cristo — não por influência, mas por escolha, por necessidade real de sentido. Nos tornamos membros fixos de uma igreja e, apesar de seguir ainda meio imatura, o interesse pela Palavra foi crescendo. A comunhão com algumas pessoas ali me ajudava muito, especialmente nos momentos difíceis do nosso relacionamento.

Depois que me mudei para cuidar da minha mãe, ficamos um tempo procurando uma nova comunidade, até encontrar o nosso atual “porto seguro”. E foi ali, já com mais maturidade, que minha conexão com Deus floresceu de verdade. Hoje, Ele é meu refúgio e minha força. Sei que foi o amor e o cuidado dEle que me mantiveram viva nos dias mais escuros — não desisti de mim porque Ele nunca desistiu.

Antes do diagnóstico, eu era facilmente levada pela opinião alheia. Meus líderes espirituais quase viravam figuras parentais. O que me diziam era lei, e eu acatava mesmo sem entender. Lia a Bíblia, ouvia pregações... mas não encontrava sentido. Parecia tudo confuso, desencontrado.

Sim, já questionei Deus muitas vezes.

“Por que eu?” “Por que sou assim?” Mas ao mesmo tempo, o louvor e a adoração sempre foram um canal forte de conexão com Ele. A música falava por mim, falava o que eu não sabia expressar. Nas minhas crises internas, nos meus porquês, era louvando que eu me sentia compreendida por Deus.

Hoje entendo que tudo caminhou para me trazer até aqui. Se tivesse continuado no meu primeiro casamento, talvez eu estivesse perdida até hoje. Não que eu veja erro em tudo o que vivia naquela fase — eu apenas buscava uma identidade na aparência: tatuagens, estilo alternativo, bebidas… era como se, na falta de compreensão interna, eu precisasse construir algo por fora.

O diagnóstico foi um divisor de águas. Mas junto dele, vieram as falas capacitistas de sempre: “Deus vai te curar!”, “Se você quiser, Ele muda isso!” — como se ser quem eu sou fosse uma doença. Mas Deus não erra! Ele me fez diferente, com um cérebro que transborda e, às vezes, colapsa. Foi assim que Ele me chamou a entender mais, buscar respostas, me encontrar.

Vejo hoje um propósito claro nisso tudo. Sempre gostei de cuidar de pessoas. Sempre me envolvi com dores alheias. Hoje, sinto que Deus me moldou para cuidar de uma dor diferente: a dor do não pertencimento, da exclusão, da invisibilidade que tantos neurodivergentes enfrentam. Informar, apoiar, acolher — talvez esse seja o meu chamado.

Quando alguém me procura querendo aprender como lidar com uma criança ou adulto neurodivergente, meu coração se enche. Eu me sinto útil, necessária, viva.

Dois versículos me acompanham nesse processo, mesmo que eu não os saiba de cor. Um diz que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. O outro, que devemos ser fortes e corajosos, sem temer nem desanimar, porque Ele é nosso Deus. Eu creio neles. Mesmo quando não entendo o agora, sei que o depois vai mostrar que tudo foi o melhor pra mim. A colheita vem.

“Você não foi feito para se encaixar em padrão nenhum. O que você tem não é defeito. É diferencial.”

Deus quer usar isso em você para que outros não sofram o que você sofreu. Deixe Ele agir, confie que o Seu cuidado é constante — mesmo quando tudo parece silêncio. O Senhor vê o invisível, ouve o que o mundo ignora, e ama cada detalhe que o faz ser exatamente quem você é.




6/06/2025

🌻 TEMA 4 - O GPT resolveu me 💬 ENTREVISTAR 🥰

sexta-feira, junho 06, 2025 0 Comentários

 O Impacto do Diagnóstico na Autoimagem e nas Relações

1. Quando você recebeu o diagnóstico, o que mudou na forma como você se enxerga?

No começo, surgiram muitas questões… “Como assim? Eu? Mas eu pareço ‘normal’...”
Eu mesma ainda tinha aquele esteriótipo enraizado. Depois veio a curiosidade, a vontade de entender. Onde é que eu me encaixava nisso? Como ninguém tinha percebido?
Fui uma criança negligenciada? Ninguém prestava atenção em mim? Ou será que era só trauma?
Mas aí, comecei a lembrar de algumas coisas “incomuns”: meu gosto por visuais alternativos desde sempre, aquela necessidade de ser diferente…
Na escola, a dificuldade com o aprendizado, o pavor de gente, o medo de falar em público… As crises que eu achava que eram surtos.
Tudo começou a fazer sentido, e então passei a olhar com mais carinho praquela criança que fui e que tanto cobrei por “normalidade”.


2. O diagnóstico te ajudou a ressignificar coisas do seu passado?

Totalmente.
Pedi perdão pra minha criança interior.
Aquela que ouvia até da própria mãe: “Essa menina é tonta.”
Ou na escola: “Você não bate bem, né? Você é doente?”
E quando o comentário vinha “carinhoso”: “Você é tão engraçada, maluquinha…”
E eu nunca entendia por que diziam isso.


3. Teve algum rótulo que você carregava que hoje você entende que era fruto do desconhecimento?
O mais comum: preguiçosa.
Na família era sempre isso… Preguiçosa, lerda, lesada, bobinha…
Ouvi minha mãe dizendo pra outras mães que queria que eu fosse como as filhas delas: inteligentes, bonitas, que não fossem teimosas e preguiçosas.
Isso me fazia sentir errada, inadequada.
Hoje, sei que não sou nada disso. Eu sou eu — como todos — só que com um “processador diferente”. Talvez mais básico, sem muitos plugins, mas que funciona! 😂
Até na imagem: hoje olho no espelho e amo o que vejo.


4. A forma como você se trata mudou? E a forma como exige ser tratada?

Com certeza.
Não aceito mais tudo, não calo mais diante de tudo.
Aprendi a dizer: “Não quero”, “Não vou”, “Não me sinto bem.”
Hoje priorizo meu bem-estar. Coloco limites — e sem peso na consciência.


5. Como o diagnóstico influenciou seus relacionamentos mais próximos?
Eles não mudaram… eu mudei.
Hoje não me forço, respeito minhas limitações e meu processamento sensorial.
Claro, surgiram dúvidas, questionamentos... aqueles “Faz isso”, “Você tem que”, “É só se esforçar mais”...
Ou o clássico: “Você viveu até aqui de boa…” 🙄


6. Você teve vontade de pedir desculpas ou cobrar compreensão de alguém?

A maioria das pessoas deveria se desculpar comigo, de certa forma.
Mas não faço questão nenhuma.
Também não as culpo. Faltava informação, sim.
Mas independente de diagnóstico, toda criança — todo ser humano — tem o direito de ser tratado com dignidade e respeito. Nenhuma condição justifica julgamento.


7. O diagnóstico mudou suas expectativas sobre o futuro?
Não muito.
Ainda tenho meus medos e inseguranças.
Foram 50 anos me achando incapaz e inadequada — em 2 anos de diagnóstico, não dá pra mudar tudo.
Eu não consigo visualizar o que não existe… talvez isso também faça parte do TEA.
É difícil vislumbrar o futuro.
Só sei viver um dia de cada vez — e, mesmo assim, com muita dificuldade.


✨ Compartilhar essa história é um ato de coragem e amor próprio. Que mais pessoas possam se acolher ao se ver refletidas em suas palavras. Obrigada, Dea!



6/02/2025

🌻 Tema 3 – A Importância do Apoio e da Rede de Suporte 🦾🥰

segunda-feira, junho 02, 2025 0 Comentários

 


" Ninguém floresce sozinho. E ninguém deveria ser forçado a murchar só porque o outro não entende suas estações."


REDE DE APOIO:

UM CAMINHO POSSÍVEL, MAS NEM SEMPRE LEVE

Sim, recebi acolhimento positivo da maioria das pessoas com quem convivo. Mas... o capacitismo ainda está por toda parte. 🙁

Sempre tem quem solta aquele velho: “Você tem que ir”, “Tem que fazer”, “Não pode acomodar”, “Tem que se esforçar!”...

Alguns poucos, BEM poucos mesmo, acolheram DE VERDADE. Conseguiram conectar comportamentos meus do passado ao diagnóstico atual, principalmente do TDAH, e passaram a enxergar o todo.

Outro tanto aceitou, mas questionando minha “facilidade” em lidar com tudo isso como se fosse algo leve demais. E, claro, sempre tem os fiii do cão pra dizer que “isso tá na moda agora”. 😤


O CUIDADO DIFERENTE QUE (QUASE) NUNCA EXISTIU

Essas mesmas pessoas sempre foram boas comigo, sim. Mas... criar um cuidado específico, diferente, baseado no novo entendimento? Quase ninguém fez.

Minha filha talvez seja a única que tenta mesmo se adaptar à nova realidade. Até porque meu neto também é autista, e eu acabei virando uma espécie de "treino" pra ela entender ele — e ajudar os outros a entenderem também.

Ela é, até agora, a mais ativa nos cuidados específicos comigo. 💛


ESCUTA ATIVA OU SÓ UM SILÊNCIO POLIDO?

Minha vida toda se resumiu à sensação de não ser escutada de verdade. Eu até vejo atenção, mas não vejo escuta ativa. 😔

As pessoas me ouvem, mas continuam diminuindo meus sentimentos, desconsiderando o sofrimento ou a irritação, e — em 100% dos casos — jogam em cima de mim um palpite ou um discurso capacitista disfarçado de “conselho”.


QUEM SE INFORMA, TRANSFORMA

O interesse verdadeiro das pessoas por informação é a mola propulsora de qualquer mudança. Só a partir daí o respeito e a empatia aparecem.

. Quem não entende nossa vivência, não respeita.

. Quem não escuta adultos com diagnóstico tardio, não enxerga além dos próprios preconceitos.

. Quem não busca saber mais

Não precisamos nos adequar a nada... nem a ninguém.
Precisamos apenas ser. Ser quem somos, com nossas nuances, limites, potências e formas únicas de sentir o mundo.

A neurodivergência não é sentença, é explicação. É chave que liberta e dá nome ao que por tanto tempo foi confuso, doloroso ou mal interpretado.

Se conhecer transforma. E quando a gente se entende,

o mundo não nos prende mais.

Que cada vez mais pessoas busquem saber. Que cada vez mais profissionais estejam prontos para acolher. E que você, leitor(a), sinta-se convidado(a) a fazer parte dessa corrente de mudança.

🌈 O autoconhecimento é libertador. E a jornada só está começando.

💬 No próximo tema, seguimos mergulhando juntos nas camadas dessa descoberta.
Você vem?