7/10/2025

🌻🧠 Tema 8 — Amar sem manual:

 

Relacionamentos afetivos na vida neurodivergente

Tem gente que acha que amar é simples. Que basta gostar, estar junto e pronto: tudo flui.

Mas quando você é neurodivergente, essa equação vira um labirinto. A gente sente demais… e demonstra de menos (ou do jeito "errado", segundo os outros). 💥

Eu, por exemplo, não entendia os sinais. Qualquer migalha de atenção virava afeto, e qualquer afeto virava vínculo. E lá estava eu: apaixonada, dedicada, confiando — por inteira. E geralmente quebrando a cara, também por inteira. 🫠


Criei laços onde não havia nós.

Interpretei olhares, silêncios e gestos como sentimentos. Me apeguei a amizades que nunca existiram de verdade. Me entreguei em relacionamentos onde eu era a única presente.


Mas o mais confuso foi viver no casamento — sendo vista como uma fortaleza. Quando eu precisava de colo, diziam que era mimimi. Quando chorava, me mandavam tirar isso de letra. Como se eu fosse uma máquina programada pra dar conta de tudo.

Uma espécie de Shena robótica: guerreira, forte, imbatível… e sem sentimentos. 🛡️🤖

Talvez eu tenha contribuído pra essa imagem, tentando parecer perfeita com meus maskings. Mas perfeitos eles nunca foram. Só eficientes o bastante pra me afastarem das pessoas… e de mim mesma.


A verdade é: amar sem manual é arriscado. É como andar descalça no escuro: às vezes você pisa numa flor 🌸, às vezes num caco de vidro 🩸. E no meu caso, foi muito mais caco do que flor.


Mas sigo. Um pouco mais seletiva, mais cética… e muito mais consciente. Entendi que antes de buscar amor, preciso cultivar o meu. 💗

Não é egoísmo. É sobrevivência.

E se você também ama sem manual, respira. ✨ Deus te entende, mesmo quando ninguém mais entende.

“Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.”
– Colossenses 3:14



 

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