" Ninguém floresce sozinho. E ninguém deveria ser forçado a murchar só porque o outro não entende suas estações."
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UM CAMINHO POSSÍVEL, MAS NEM SEMPRE LEVE
Sim, recebi acolhimento positivo da maioria das pessoas com quem convivo. Mas... o capacitismo ainda está por toda parte. 🙁
Sempre tem quem solta aquele velho: “Você tem que ir”, “Tem que fazer”, “Não pode acomodar”, “Tem que se esforçar!”...
Alguns poucos, BEM poucos mesmo, acolheram DE VERDADE. Conseguiram conectar comportamentos meus do passado ao diagnóstico atual, principalmente do TDAH, e passaram a enxergar o todo.
Outro tanto aceitou, mas questionando minha “facilidade” em lidar com tudo isso como se fosse algo leve demais. E, claro, sempre tem os fiii do cão pra dizer que “isso tá na moda agora”. 😤
O CUIDADO DIFERENTE QUE (QUASE) NUNCA EXISTIU
Essas mesmas pessoas sempre foram boas comigo, sim. Mas... criar um cuidado específico, diferente, baseado no novo entendimento? Quase ninguém fez.
Minha filha talvez seja a única que tenta mesmo se adaptar à nova realidade. Até porque meu neto também é autista, e eu acabei virando uma espécie de "treino" pra ela entender ele — e ajudar os outros a entenderem também.
Ela é, até agora, a mais ativa nos cuidados específicos comigo. 💛
ESCUTA ATIVA OU SÓ UM SILÊNCIO POLIDO?
Minha vida toda se resumiu à sensação de não ser escutada de verdade. Eu até vejo atenção, mas não vejo escuta ativa. 😔
As pessoas me ouvem, mas continuam diminuindo meus sentimentos, desconsiderando o sofrimento ou a irritação, e — em 100% dos casos — jogam em cima de mim um palpite ou um discurso capacitista disfarçado de “conselho”.
QUEM SE INFORMA, TRANSFORMA
O interesse verdadeiro das pessoas por informação é a mola propulsora de qualquer mudança. Só a partir daí o respeito e a empatia aparecem.
. Quem não entende nossa vivência, não respeita.
. Quem não escuta adultos com diagnóstico tardio, não enxerga além dos próprios preconceitos.
. Quem não busca saber mais
Não precisamos nos adequar a nada... nem a ninguém.
Precisamos apenas ser. Ser quem somos, com nossas nuances, limites, potências e formas únicas de sentir o mundo.
A neurodivergência não é sentença, é explicação. É chave que liberta e dá nome ao que por tanto tempo foi confuso, doloroso ou mal interpretado.
Se conhecer transforma. E quando a gente se entende,
o mundo não nos prende mais.
Que cada vez mais pessoas busquem saber. Que cada vez mais profissionais estejam prontos para acolher. E que você, leitor(a), sinta-se convidado(a) a fazer parte dessa corrente de mudança.
🌈 O autoconhecimento é libertador. E a jornada só está começando.
💬 No próximo tema, seguimos mergulhando juntos nas camadas dessa descoberta.
Você vem?

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